Baronesa

Me curvo diante de ti, oh majestade
Eu já não represento nada além vazio
Tropeço em meio as palavras, para minha deidade
Majestade, busco pelo seu perdão divino, uma palavra diante mil

A preservação de sua honra é a magnitude ilustre
Dama eterna, fulguras atormentadas, solidão
Temo amargamente, condessa das virtudes alude
Soa como o aroma das rosas florescendo, então perdão

Lágrimas escorrem, infindável, doloroso seria, Rainha
Se em catástrofe de meus atos, já não mais fosse minha
Aguardar-te-ei Condessa, de meu futuro para sempre lhe desejarei
Quando terreno eu já não mais for, eternamente AMAR-TE-EI

Erros cometidos, já estou farto, eu tenho solução, majestade?
Amar, amar-te, como bem faz, ao coração que renasce ardendo
Esqueço o quão mal eu te faço, majestade, de tudo me arrependo
Viver sofrendo por meus erros, seria o mínimo, a sua magnitude minha felicidade

Mar 6, 2020 8:11 PM Dec 6, 2019, 12:46 AM
Vultos terrenos

Caçado pelo destino tenho sido intensamente
me sinto então exausto de tanta fuga
se tornou minha rotina exaustiva, nunca muda
ah, que falta que sinto desse acalento, mesmo brevemente

sozinho tenho me sentido, onde está a segurança?
minha mente busca por sua imagem a todo canto
só então poderia repousar de toda perseverança
perseguido bravamente, já me sinto em prantos

Um perfume tão doce, boas lembranças
sinto que me encontro, nunca estive tão perdido
minha querida majestade, estive procurando abrigo
deitado sob seus braços, me sinto na fragilidade de uma criança

toda agonia extravasa quando deito sob seu peito
me recordo de não ser nada além de um pobre sujeito
buscando o mais puro e singelo conforto
um ser em ruínas, de seu caos absorto

nervosismo me abala intensamente, pois breve
toda a dor é esvaída pelo abraço de minha querida
o vazio se preenche por aquele que te escreve
aos infinitos ventos então exclamo, és o amor de minha vida!

Mar 6, 2020 8:11 PM Dec 6, 2019, 12:46 AM
Infindável Magnitude

Se fecho meus olhos, imagino com imersão
fios de de cabelo, negros como meu coração
sua fragrância, intensifica meus desejos
delicados e suaves como seda de meu cortejo

minhas mãos trêmulas ao encontrar-te respondem
ao nível de divindade que é você, diva de meus escritos
tocar-te deidade suprema, conduz amor, a tristeza some
a voz que chama meu nome, enaltece meu existir, encerra os atritos

Desbravar todo esse marfim, em meio a uma floresta
árvores tão grandes, querido ébano, tão belo quanto dito
novamente, não estou perdido, minha vontade, aqui atesta
já não lhe digo nada novo, sinto que estou vivendo em um mito

Minha grande rainha, a apoteose é inevitável
sua grandiosidade deverá ser representada em além de dizeres
dignificar-te-ei eternamente enquanto viveres
meus sonhos são a realidade, um apetite insaciável

Mar 6, 2020 8:10 PM Dec 6, 2019, 12:46 AM
Perfeição assimétrica

insuficiente sou, para contemplar sua imensidão
compreender suas doces palavras
o vazio entre nós traz esse vão
emanando dizeres aos ventos, estou, noites caladas

há certos dias que nos imagino, a viver
sufoco então no meu peito, o coração não fala
a monotonia de meu ser insuficiente, sempre a dizer
a tristeza se aflora, não há solução, a voz se cala

a vontade que tenho de te amar, vasta
porém de todas as castas, estou no ínfimo da pirâmide amarga
luto para te trazer o sabor da felicidade, e logo se gasta
pedra sobre pedra em meus ossos, a grande carga

sou apenas o príncipe negro naufragando meu existir
a minha grande majestade, só posso me redimir
pois minha grandiosidade é uma farsa incólume
o pássaro resplandece ao todo, só um pretume...

Mar 6, 2020 8:10 PM Dec 6, 2019, 12:46 AM
Ações libertadoras

Nada resta, as batidas sintonizam o silêncio
claustrofóbico nada sinto, nada penso
o aroma de morte se esvaiu, um incenso
são flores que harmonizam meu templo

extasiado ao lado de minha majestade
permaneço distante, em uma era irrelevante
onde meu ser já a conhece, e revigora a liberdade
uma meiose dos corpos, interligados e distante

por hora minha concubina, repouse
a águia que sobrevoa os céus não nos enxerga
fantasmas do barão vermelho, não ouse
expressar suas vontades ao destino, a calamidade moderna

o vale da confiança foi aprofundado
em um ato de ternura desequilibrado
sinto minha alma perene à sua, forjados
as doces declarações de nossas manticoras, amaldiçoados

minha rainha, já não me sinto apto a me declarar
todas as palavras que conheço não demonstram
o que sinto, sua presença me encanta, doces lembranças se alastram
em meio toda essa loucura, abraço-te e lhe digo, nunca irei nos separar

Mar 6, 2020 8:09 PM Dec 6, 2019, 12:46 AM
Lapso

O conforto acalma minha agonia
viver essa monotonia esfria minha ambição
ah, quando termina a continuidade robótica, meu coração
pulsa novamente, busca por comodidade, em uma Rainha fria

contra as paredes eu já não me sinto sufocado
lembro-me no passado não tão distante
estar sempre vendo elas me pressionando, sendo forçado
aos meus pensamentos ecoantes

o que seria então? a vastidão de sua glória
como me emociona tanto desejar, bravo!
eu sinto o toque, eu sinto a vida? escória!
sua solidão chegou ao fim, traidor, renegado!

Mas o que esperava de mim? um eterno só?
promessas vazias de estar sem amor
a mais pura realidade a me trancafiar, retornarei ao pó
me cansei da dor, desejo apenas esse esplêndido calor

não se vá, eu lhe prometi proteção eterna
se você se for, eu estarei desprotegido, o abismo
me chama, não irei! o pensamento da mente moderna
respire pra mim minha rainha, somos o doce paroxismo!

Mar 6, 2020 8:09 PM Dec 6, 2019, 12:46 AM
Ênfase

Deslumbrado estou com este magnífico ser
Anos esteve escondido dentro de si, confortável
Mas uma bela estação teve de florescer
E então se tornou o brilho de minha alma, formidável

Calma, o tormento chegou ao fim
Apreciaremos o amor que cabe a você e a mim
Contido dentro de nós a escuridão de Alastra
Porém o negrume se foi com o calor da nevasca

Surgimos dos desertos ermos, onde vida não há
Magnífico o soar de suas palavras ao me encontrar
Mesmo que retorne ao dilúvio meu existir sonhará
A calamidade assola o meu desejar

Andares que subiremos juntos ao topo
Compreenda, deveria ser apenas o surto de um louco
Mas destino, conheceu a insanidade dos viventes
Proteja o futuro cálido de nós emergentes

Sem sua presença os segundos são horas, tormento
Ao seu lado as horas são segundos, acalento
A maldição agora impregna nosso reino de mistério
Solução inevitável para esse amor sincero

Mar 6, 2020 8:09 PM Dec 6, 2019, 12:46 AM
Memórias

Chuva flamejante aquece o temor
são as horas passando?
pensei que meu tormento não teria fim
chegou o fim do meu terror
a solidão eterna teve uma pausa, pensando
a loucura está na catástrofe dos serafins

Encontre-me, meus aposentos agora cheios
a luz plena absorta de razão paira no ar
consequência teria se existisse
o amor percorre por esses veios
estreito é o caminho para o mar
de fragrâncias estou enfatizando a mesmice

porém, vazio estou, o fruto cálido
teve seu exaurimento repentino
restam apenas lembranças da alegria
as formas na sombra tornam-se o pálido
o sol adentra pela janela e reflete o alabastrino
meu êxtase está em sua euforia

o passar do tempo reflete a bela imagem
é proveitoso a sua perseverança
agrada-me a ilusão do palácio vivo!
O rei e sua rainha dançam a valsa, miragem!
ambos acreditam que essa seja sua esperança
A insanidade dos seres contidos

cansados, as muralhas do prazer se rompem
Podes me sentir?! me encantando com esses olhos
toque-me, me ajude a carregar esse fardo
Abra as portas do castelo, as palavras entopem
a fantasia torna-se realidade, presos aos atilhos
em meus atos, ápice, tardo

estreito os ventos percorrem lentamente
a magnitude dessa insanidade abrasiva, tente!
soníferos de sentimentos causam ainda mais êxtase
tornamos dois corpos em uma alma, metástase
me recordarei desta noite como um filme
clamo que essa loucura nunca termine!

Mar 6, 2020 8:08 PM Dec 6, 2019, 12:46 AM
Estilhaço mental

Estou atormentado! ah minha Rainha
Soubesse o nível de loucura
habita em meu âmago, me leva a insanidade sem cura
Pensamento distante corrobora em ser minha

Meu?! o vazio me abraça novamente
gentilmente sofro o sufocar de um claustrofóbico preso
preso na minha realidade inevitável, surpreendente coeso
meus atos são fruto da petulância incansável presente

sucumbirei a tormenta que meu cogitar emite
juntamente felicidade absorta, triste
sinceramente o cosmo me quer em ruínas
bebo da cristalina água, ó veneno, contaminas

meu sistema agora digere
A água que tomei para mim, será meu fim
há paciência nessa vivência, mas o que sugere?
espere, o destino irá lhe dizer, castelo de marfim

princípio inexorável, sempre estive enclausurado
sala branca me reduza a pó
coloque-me então em uma urna, adornado
gemas reluzentes, me observe, nunca estará só

sou o ápice da maldição genuína
causei o caos primordial de rutilância abismal
ajuda-me suportar então o período de caos
jogue-me nas profundezas divinas
(Minha deusa)

Mar 6, 2020 8:07 PM Dec 6, 2019, 12:46 AM
Colateral

Soberana alteza, digna de sua beleza
esplendorosa, excelência superior
ostentas a respeitabilidade de uma Deusa
grandiosidade nobre de seu valor!

Rainha, ver-te sem sua grande armadura cintilante
despertou em mim um sentimento radiante
ah, seu pudesse expressar o que sinto
desejo dos seus cabelos negros até seus delicados pés
saciar-me no tão digno alabastro, ao adentrar seu recinto
imagino-me segurando-te contra a parede, torna-te o que és

Valsar a melodia da insanidade imposta em nós
a soberania de minha honra, me impede enquanto a sós
de devorar-te por completo, meu manifesto
loucura absoluta reside em minha mente, auxílio que presto

insano progresso, corrói meu ser com seu veneno
logo eu, um ser ermo agora preenchido de desejo
despir minha majestade por completo, não temo
o futuro que irá me aguardar, pois penso em amar quando lhe

Mar 6, 2020 8:07 PM Dec 6, 2019, 12:46 AM
O Ar

Respiro, com alegria da plenitude vivente
Amo com ternura, amo com vontade
a paixão me contaminou e agora estou morrendo no presente
estou balbuciando e beirando a insana felicidade

ah, querido ser feminino, se soubesse o quanto a aprecio
és o preencher de toda essa vastidão do vazio
e o soar de sua voz como uma bela música em meus ouvidos
me acabo com a saudade de te ver, sou comovido

a adorar-te do amanhecer ao entardecer, então a lua aparece
e toda essa paixão se torna a imensidão de meus prazeres
beijo-te como se fosse a última, pois é a única que me floresce
a vontade de estar vivo, não basta só o texto, e os dizeres

preciso de mais! mais ternura, MAIS LOUCURA!
és o máximo de beleza e intelecto, sinto-me um Rei!
acompanhado da mais bela Rainha, fruto de sua doçura
ah, como és doce, nunca havia provado tal sentir, assim viverei

o vício se tornou meu cotidiano, por esse chão pretendo permanecer
eterno enquanto perdurar! Deus me deu a graça de cogitar
cairei nesse poço de desejo e ternura, agora ao alvorecer
meu sangue ferve diante de você, sofreria só para te amar!

Sento-me em meu trono e entendo todos os atos, escritos!
foram então as confissões que me fizeram carinho
agonizando pela falta que me faz, são algumas horas desde o último visto
Pesadelo? se foi, pois minha condessa nunca me deixará sozinho!

Mar 6, 2020 8:06 PM Dec 6, 2019, 12:46 AM
Lidere-me

Querido sol flamejante
Queimando deixando seus rastros
Assim como o lobo devora os alabastros
Irei devorar sua pele de diamante

Devemos conhecer nossos corpos
Então nada nos separará, somos o mesmo tipo
Darei-lhe a semente do caos eterno
me dê sua mão quando sentir o medo interno

Eu lhe entendo, nunca te deixarei!
está perto do meu coração, morrerei apenas quando quiser
se está prestes a chorar, abraçar-te-ei
Duas almas em uma só pele, guia-me, irei onde disser

Um corpo porém dois nomes, o nirvana
Duas almas em um coração, majestade
Saciarei meus desejos sórdidos nesta porcelana
com minha vontade aço terminarei essa sua tempestade

Mar 6, 2020 8:04 PM Dec 6, 2019, 12:46 AM
Dulcin

O que és? ó dulcin
és a flor bela que floresce o campo, exuberante Jasmim
és a primavera a colorir toda a paisagem morta
fúria de Freya, lâmina absorta

consumida para tornar sua armadura
polida, com o delicadeza a sua altura!
eterno será seu reino de bravura
futuro aguarda a bela e criatura

Majestade, ao alvorecer terreno
Por hora governa o palácio ermo
breve irá comandar exércitos de seres obedientes
ora, Não descrente! de todo seu poderio suficiente!

Rainha das águas gélidas, embarque
Desamparadas almas, buscam por sua autoria
És a ausência de emoção, imensidão fria
Doze horas ao enfoque!

Comove-me a união de sua frustração
Ao longo período de unção
á tua vontade de conquistar esse mundo
Seres do vazio oriundo.
perto fico de vossa alteza
suficiente para a minha beleza
poética! sentida pelos falastrões do palácio
penas flutuam onde o espaço escasso
faz de sua voz o eco lúgubre em meu ser
majestosa Deusa, está eternamente a crescer
espinhos que cercam o núcleo de serenidade
machucam aqueles que só buscam pelo acalento
vingam-se com o tormento
porém dizeis aos demais, mantenham a felicidade
já não é hora de chorar, somente vangloriar-se
-”ó! povo que segue minhas ordens
pensam que sou o algoz?”
não conhecem a altura dos sóis
ainda irei conquistar quando bravamente.
serei a luz presente, aos inocentes
não mais sofram diante de meus pés, pobre vidas
Teu progresso jamais será entendido
Escritos vos digo.
A nossa oráculo, será temida!

Mar 6, 2020 8:03 PM Dec 6, 2019, 12:46 AM
Impróprio

Minha divina majestade, perdão
repito esse dizeres, que já perderam a razão
sou um errante que busca pela sua aprovação
estarei sempre a te escutar minha digna ilusão

Que não chova nessa tempestade permanente
és a tormenta furiosa, do meu ser carente
Procuro permanecer ao seu lado, para sempre
meus sentidos são torpes por estar presente

digo que mesmo que eu morra, continuarei te amando
palavras difíceis de dizer ao vento
mas são o que meu coração necessitado de acalento
clama pela atenção da nobre dama, no comando

Serei o seu lobo, rasgarei seu coração
em dezenas de pedaços para que eu possa degustar
cada sentimento verdadeiro saborearei na tensão
do infrutífero desejo que nutro ao te amar

gritais meu nome enquanto sente a dor
pavor momentâneo ao dominar seu canino
os fazeres serão dignos de valor
ar às graças do sofrer repentino

Rainha comanda o exército gelado
sabe que seu lorde, estará sempre ao seu lado
marchando em rumo a imensidão da loucura
representarei o pensamento sórdido de sua mente escura

Me inspire com seus desejos de liberdade
nos juntaremos e colapsaremos a cidade
buscando pela verdade destinada ao abismo
a sua beleza comandará com o ar do narcisismo

tanto aprovo seu pensamento sobre nossa existência
são quatro em quatro horas, nossas histórias
a insuficiência prova a realidade imposta na inadimplência
comemoramos a cada dia, as nossas glórias!

Mar 6, 2020 7:58 PM Dec 6, 2019, 12:46 AM
Colateral

Soberana alteza, digna de sua beleza
esplendorosa, excelência superior
ostentas a respeitabilidade de uma Deusa
grandiosidade nobre de seu valor!

Rainha, ver-te sem sua grande armadura cintilante
despertou em mim um sentimento radiante
ah, seu pudesse expressar o que sinto
desejo dos seus cabelos negros até seus delicados pés
saciar-me no tão digno alabastro, ao adentrar seu recinto
imagino-me segurando-te contra a parede, torna-te o que és

Valsar a melodia da insanidade imposta em nós
a soberania de minha honra, me impede enquanto a sós
de devorar-te por completo, meu manifesto
loucura absoluta reside em minha mente, auxílio que presto

insano progresso, corrói meu ser com seu veneno
logo eu, um ser ermo agora preenchido de desejo
despir minha majestade por completo, não temo
o futuro que irá me aguardar, pois penso em amar quando lhe vejo.

Mar 6, 2020 7:57 PM Dec 6, 2019, 12:46 AM
Diáfano

Realizei que sou necessitado
tocar-te, fez me sentir existente
escuridão perdeu parte de seu negrume
trago então meus pensamentos em texto versado
embolado de pensamentos incongruentes
tornam-se linhas expressivas ao sentir seu perfume
ah, o ar que me traz doce ser, assume
toda a forma exuberante que tanto nega
o presságio dessa insanidade cega
dizes que está cansada dessa tormenta
é o veneno que nos acalenta
são dois animais enfurecidos
entendendo um ao outro, a razão de ter nascido
somos a imensidão do vazio realizado
nas noites que sumirei ao brado
doce querida, não desespere
seu lorde estará sempre presente, espere
pois ao sentir a maciez
dessa deusa em forma humana, sensatez
se esvai, pois agora penso todo o tempo
em receber esse pequeno fragmento
de desejo intrínseco ao meu ser, desde o início
são os valores que caem a princípio
renegado pelos céus eu não imploro por misericórdia
estamos no mar de caos para discórdia
embora sejas a imperatriz
ignoro o redor, presumo que fiz
o direito de todo nobre cavaleiro
sentir sua dama em decorrer do derradeiro
lugar nenhum encontram-se os serafins
aglomerado de sentimento sem fim
sinto-lhe como o último jasmin
floreias em todo o jardim
para mim, existe apenas uma flor
a verdadeira estrela de meu amor
tempo, nos odeie! passe sem perceber
minhas ideias não irão esmaecer
se queres me destruir terá que fugir
pois minha vontade férrea irá consumir
espero ansiosamente para dissipar
serena donzela em meu lar
já não cogito mais as lógicas
Cosmos rudimentar me deixou só as trágicas
consequências de amar a Mitológica rainha
Sonhar todos os dias, serás minha?!
contudo não condeno seus atos letárgicos
acho digno de sentimentos metafásicos
Já não existem criaturas neste mundo em ruínas
Que entenderá minhas lástimas, vespertinas.
somente a soberana alteza do castelo de marfim
vestes nobres, cabelos negros, está no confim
eternamente no seu trono lhe ornarei
Quiçá um dia, me tornarei, seu Rei!

Mar 6, 2020 7:57 PM Dec 6, 2019, 12:46 AM
Cavaleiro Púrpura

Estridente o som que faz minha armadura
ao se decompor em ruínas ao chão
perdura então a minha vazia casca crua
constructo de carne e osso, batendo um coração

mil pedaços de chumbo se derretendo
a primitiva proteção se lasca
breve mergulho congela seus fragmentos, bravura vasta
parte a parte caindo, vou me esfacelando

O que te faz uma exceção, pobre ser?
Corvo, O perseverante, odiador do amor
nobre donzela aceite então essa flor
irá crescer e ter o belo aroma do nascer

Olhos procurando o entender dessa vastidão
apenas a imensidão compreende o breve
morte de meu ódio condiz o florescer
permanente preso a ilusão, cura-me friaca da imensidão

sua vestimenta que se torna areia cristalizada
provisoriamente usada, deixe-me reconstruir
não precisamos de armadura para viver de forma indeterminada
somos seres compreendendo o abismo a fluir

machuca-me dizer o óbvio a essa escultura
esculpida em dor passageira, temporadas a esmo
penso de irmos visitar a imensidão não descoberta, buscar a cura
meu ser está descoberto perante vossa majestade, logo vemos

estou ao agora e diante do permanente
seguir a breve história que iremos a contar
diferente do passado vasto o futuro simples de seu pretendente
sou então o Rei a abandonar a solidão, partir ao mar

diga-me a obra futura a ser concretizada
palavras em sequência demonstrando o profundo sentimento
aflora o crescendo de nossa magnitude criada
neve, não compreendo o mundo, preciso de seu acalento.

Mar 6, 2020 7:56 PM Dec 6, 2019, 12:46 AM
Jasminum

Querida flor seja eternamente esse arbusto
espesso e brilhante, representa a calma
florar suas seis pétalas, traga o justo
ao cair do sol traga o perfume para limpar a alma

De meu ser infectado com o falso jasmim
de origem venenosa, nocivo
alabastrino abrace a mim
pois de minha vida já não aguento o abrasivo

busquei no abismo o Jasmin-dos-poetas
agora cuido para que floresça na primavera
trate minha derme, cure na medicina certa
amor, o sedativo de Yasamin persevera

estrela de pétalas emita a luz para que eu desperte
do profundo sono, apreendido no calabouço
dentro do tórax no constructo de carne e osso
inconstância no aspecto, desejo do coração, conserte
a imensidão de emoções cada vez que a ouço
entona minha alegria, ao brilhar no colosso.

Mar 6, 2020 7:55 PM Dec 6, 2019, 12:46 AM
Álgido

I

Flores tornadas em pequenos tormentos
Desejar esse pequeno acalento
Na Tempestade gélida
coração puro, de alma nevada, doce cálida

insensatez de meus desejos aprisionados
moral, deixa de existir em meu átrio esquerdo
pequeno diáfano dos meus sonhos calados
são as vozes a esmo

Algente, porém meu sangue flui
através da valva tricúspide
minh’alma rui
 
Lástima na minha lápide
dilacere o todo, reste apenas alabastrino
por fim, ao último badalar do sino.

II

Soar estridente colapse então minha mente
Não decidido de meu futuro
passado entorna meus pesares a frente
Realidade torna-se a virtude que perduro
 
Eternamente grato pela coexistência
Seres tão semelhante a exuberância veemente
Tornamos favorável a resolução da vivência
contudo sigo o caminho, mesmo que me atormente
 
escuridão tornou-se nula perante a neve
calma que exala em minha tormenta
clarifica minha alma, deixando o ódio leve
absoluto medo da realidade, já não mais aparenta.
 
cicatrize com vibrações emitidas
Ar expulso capaz de curar
Busca eterna pelo caminho errôneo, agora sentida
horas a comunicar, o tempo a divagar
  
III

Dizer-me que irei obter sucesso
no progresso de seguir essa rotina
o amargor das palavras já condenam o resto
os dizeres proferidos, tornam a medicina
 
Ao dizer adeus, irá então esquecer
o nome amaldiçoado, o parar de florescer
virtuoso alabastrino, a palidez vos condena
cristalino ser, desde idade tenra
 
Íntegra cordilheira de monólitos gélidos
ao trajar negro, aos prantos lembre
Singelo aljôfar, corrói meu ser falido
ímpeto de meu ser para acabar
torna repetitivo aos ouvidos
porém meu desejar
A esperança que tenho na dama gélida
tornar-se grandioso, é o suficiente para meu ser
ter vivido provisoriamente.

IV

Equivocado estive todo esse tempo sobre meus pensamentos
O pobre ser escuro recebeu o acalento
Tanto desejava uma alma espelhada para amar
Não faleceu ao tanto desejar
feliz agora reside em um belo reino de frutos eternos
sons belos proferidos pela rainha desse castelo
 
Um oceano de lágrimas fora criado
meus tormentos acalmados agora o tanto ansiado
amor toca lentamente em minha derme, arrepio
durante toda essa tempestade nunca havia sentido o frio
é verdadeiro, inusitado seria essas mãos gélidas quentes
o azul representa o eterno, do início á frente
 
Sucumbirei ao gracejo desse belo ser indômito
já perdido em meio desse emaranhado de luzes
sou o pior ser deste universo, fiz o que faço por ambição
sensatez deixa de existir perante essa densa floresta sem coração
incansável o lobo paciente reside dentro dessa fortaleza de cruzes
destino esperado este que me guarda, cômico
 
filho do amoníaco resguardo toda a cautela ao esbravejar
amo-te ao fim de meus tempos, belo ser resplandecente
todo relógio conta doze horas, seria o meu atonar?
são quatro, em quatro, em quatro, adjacente!
mesmo que tente, alianças formadas nunca quebradas
reluto em formar palavras semelhantes, mas minha dama desejada

retrospecto de pensamentos desde o iníc

Mar 6, 2020 7:52 PM Dec 6, 2019, 12:46 AM